Articulação e dinamização
Nova atitude, novo ciclo
Editorial: Nuno Ribeiro Lopes|Diretor Regional da Cultura
As reaberturas ao público do Núcleo de St.º André do Museu Carlos Machado e do Museu das Flores, ambos dotados de novas museografias, marcaram o fim de longos processos e de diferentes percursos e o início de uma nova atitude, suportada numa estratégia já enunciada em números anteriores desta revista, e em implementação a vários níveis – legislativo, técnico e operativo.
Outro caso será, e da maior relevância, a concretização da mudança para as novas instalações da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, agora denominada de Luís da Silva Ribeiro. Depois das sucessivas intervenções nas Bibliotecas e Arquivos Regionais de Ponta Delgada e João José da Graça, esta na Horta, concluiu-se assim o objetivo de dotar as três estruturas regionais de instalações adequadas, funcionais e confortáveis.
Aproveitando o fim desta etapa, abordamos neste número o papel destes equipamentos e os desafios que enfrentam.
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Projetos e desafios
Bibliotecas d(n)os Açores
A ambição de ser mais interventivo nasce da consciência de que as limitações físicas estão ultrapassadas e de que o novo desafio impõe reflexão, atitude e organização diferentes.
Autores, editores e mediadores deverão ser estimulados continuamente pelo questionamento sistemático do status quo vigente que nos adormece e contenta, e ser parceiros, na justa proporção das suas capacidades, na procura de novos públicos, independentemente da geração e da tecnologia.
Nuno Ribeiro Lopes|Diretor Regional da Cultura
Foto: Margarida Quinteiro
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Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro
Um espaço de luz e livros na cidade de Angra do Heroísmo
Texto: Cláudia Cardoso|Diretora da Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro
Fotos: Margarida Quinteiro
Neste novo espaço, povoado de luz, surgem naturalmente novos desafios. A abertura à comunidade que serve, diversificando os seus públicos tradicionais, incidindo especialmente nos de nula ou esporádica frequência da instituição, e reforçando a presença de jovens no espaço.
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Das carrinhas da Gulbenkian ao empréstimo de ebooks
O mesmo fio de prumo
Texto: Iva Matos|Diretora* da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Fotos: Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Das carrinhas da Gulbenkian ao empréstimo de ebooks percorreu-se um longo mas rápido caminho que coloca o desafio de encontrar o verdadeiro papel das bibliotecas. Surge pois, obviamente, a seguinte pergunta: os ebooks representam uma ameaça à sua sobrevivência ou são uma oportunidade?
*Diretora da BPARPD em regime de substituição.
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1846-2016
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada: 170 anos
Texto: Rute Dias Gregório|Diretora* da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
(...) em inícios de 2016 perfizeram exatamente 170 anos que a citada instituição se encontra ao serviço da comunidade.
*Diretora da BPARPD entre 2011 e 1 de janeiro de 2017.
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De 1977 a 2001
A Rede Regional de Bibliotecas Escolares dos Açores
Texto: Ana Isabel Serpa|Coordenadora da Rede Regional de Bibliotecas Escolares dos Açores
Fotos: Rede Regional de Bibliotecas Escolares dos Açores
A Rede Regional de Bibliotecas Escolares (RRBE) contribui para que as bibliotecas escolares dos Açores sejam espaços pedagógicos promotores da leitura e propiciadores de práticas de leitura inclusiva. Planifica formação contínua para docentes e funcionários das Bibliotecas Escolares. Gere um Portal de partilha de conteúdos e responsabiliza-se pela organização de um catálogo coletivo do acervo existente nas escolas.
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Cinco propostas programáticas
Transformação das bibliotecas públicas portuguesas
Texto: Filipe Leal|BibliotecAtiva
Fotos: Margarida Quinteiro
Hoje em dia, são muitos os desafios e as ameaças que se colocam às bibliotecas públicas. Para continuar a ter relevância social, a biblioteca pública tem que encetar um processo de transformação. Esse processo passa, antes de mais, por uma mudança do seu enfoque: da biblioteca centrada nos livros para a biblioteca centrada nas pessoas. Mais do que uma mudança de perspetiva estamos perante uma mudança de paradigma.
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62.ª Feira do Livro de Porto Alegre
Açores, literatura e e escritores açorianos homenageados no Brasil
Texto: Direção Regional da Cultura
A Região Autónoma dos Açores foi homenageada na 62.ª Feira do Livro de Porto Alegre, no Brasil, que se realizou entre 28 de outubro a 15 de novembro de 2016, na qual o arquipélago, a sua literatura e os seus escritores foram distinguidos por força da relação histórica e da herança cultural açoriana dos gaúchos, mas também devido aos laços institucionais e afetivos, tendo o certame assinalado igualmente o 40.º aniversário da Autonomia dos Açores.
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Pierluigi Bragaglia
Os espaços, para serem importantes, não têm que ser grandes ou centrais
Texto: Humberta Augusto|Direção Regional da Cultura
Fotos: Pierluigi Bragaglia
Em 2016, o Prémio de Humanidades "Daniel de Sá" distinguiu, na categoria de Ensaio, a obra Novas luzes sobre o povoamento e topónimos das Flores e Corvo: João da Fonseca e António Carneiro no Reino, em São Tomé e Príncipe, em Cabo Verde e nos Açores (Sécs. XV-XVI), de Pierluigi Bragaglia. O autor reconstrói e valoriza a história das ilhas mais ocidentais da Europa.
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Paula de Sousa Lima
A minha escrita oscila entre um realismo por vezes algo brutal e a poeticidade
Texto: Humberta Augusto|Direção Regional da Cultura
Fotos: António Pacheco|DRC|Museu Carlos Machado
Um narrador que é mudo. Um mundo com Outro Lado. Quinze contos de escuridão urbana. Assim se fez a obra de Paula de Sousa Lima distinguida, na categoria de Criação Literária, com o Prémio de Humanidades "Daniel de Sá" 2016, atribuído pela Direção Regional da Cultura.
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Prémio de Pintura António Dacosta 2016
Impressões sensoriais com dimensão cinematográfica
Texto: Humberta Augusto|Direção Regional da Cultura
Fotos: António Pacheco|DRC|Museu Carlos Machado
Summer Daydreaming, a única obra distinguida pelo Prémio de Pintura "António Dacosta" 2016, é composta por impressões sensoriais. Sete imagens, em sequência fílmica. A autora, Maria José Cavaco, fala de memórias de verão, do respeito pela relação objeto/espaço.
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Francisco Maduro-Dias
O património é herança com uso
Texto e Fotos: Humberta Augusto|Direção Regional da Cultura
Francisco Maduro-Dias, "Prémio Personalidade – 2016", atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), soma quatro décadas de trabalho e vocação nas áreas da cultura, identidade, história e património. À CulturAçores, o historiador/comunicador defende o (re)uso das heranças patrimoniais num trabalho de confederação, colaboração e partilha, sobretudo em cosmos insulares.
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Museu Carlos Machado
Lugar de memória e de futuro
Texto: Duarte Melo|Diretor do Museu Carlos Machado
Fotos: Humberta Augusto|Direção Regional da Cultura
O Museu Carlos Machado tem um modo próprio de se avizinhar dos seus públicos e quem o visita, ou o atravessa, identifica uma marca indelével, uma espécie de sinal de nascença que não se confunde com mais nada.
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Núcleo de Santo André
Processo de reabilitação
Texto e Imagens: Mariana Coelho e Carolina Cordeiro|DRC|Direção de Serviços do Património
Beneficiando da ampliação projetada, o Museu Carlos Machado abre à comunidade mais uma possibilidade de participação e divulgação do seu vasto património cultural.
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Espaço museológico que já foi convento
O Núcleo de Santo André e a empreitada da sua adaptação
Textos: Igor Espínola de França|DRC|Museu Carlos Machado
O Núcleo de Santo André do Museu Carlos Machado – instalado no século passado no antigo convento de freiras clarissas – confunde-se frequentemente com a própria instituição. Essa identificação radica no facto de, por muitos anos, ter sido o único espaço que o Museu manteve aberto ao público, na sequência da empreitada patrocinada pelo Estado Novo.
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O Convento de São Boaventura
De recolhimento franciscano a museu
Texto: Luís Vieira|Diretor do Museu das Flores
O visitante, depois de ser acolhido e encaminhado, tem um primeiro momento para conhecer a evolução urbanística da vila de Santa Cruz, história do edifício e o primeiro contacto com a excelência da posição geoestratégica das Flores, através do visionamento de um pequeno documentário sobre o último grande momento de afirmação da ilha no tabuleiro geopolítico internacional – a implantação, nos anos 60 do séc. XX, de uma estação de telemedidas para servir o programa de armamento nuclear francês.
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Pinturas da Capela-Mor do Santuário de N.ª Sr.ª da Conceição
Degradação, conservação e restauro
Texto e Fotos: Marta Bretão|Conservação e Restauro de Obras de Arte, Unipessoal Lda.
Após complexo e rigoroso estudo e tratamento de conservação e restauro, é devolvida ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, a totalidade das pinturas a óleo sobre suporte de tela, que integram a decoração da sua Capela-mor, conjunto pictórico de indiscutível relevância no contexto local e regional.
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Desafio Três Perguntas
Pensar a Cultura d(n)os Açores
Respostas:Dinarte Machado | Maria Margarida Madruga | António Araújo
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Na obra de Tomaz Borba Vieira
O MAR A ÁGUA OS FLUÍDOS
Texto: José-Luis Porfírio*
Fotos: António Pacheco|DRC|Museu Carlos Machado
Ao redor, campos de / extermínio – o mar.2
O mar tem, imperativamente, uma presença avassaladora na sua obra. Uma ilha é também feita de mar e nas suas profundezas se geram as ameaças permanentes à vida.3
Eco faz-se ouvir, repetindo a palavra de Narciso: nós somos líquidos.4
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Teatro Micaelense
Um palco aberto
Texto: Alexandre Pascoal|Presidente do Conselho de Administração do Teatro Micaelense
O Estado tem certamente a responsabilidade de manter a herança artística e de a partilhar o mais possível, para que as pessoas tenham consciência dela. Mas acho que tem também a responsabilidade de investir no futuro, o que quer dizer gastar dinheiro no presente. Se não encorajamos os romancistas, os poetas, os artistas, então, em sentido muito literal, não haverá registo da nossa sociedade.
Sir Nicholas Serota, diretor da Tate Art Museums and Galleries, in Público 01/12/2016
Foto: Eduardo Costa
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Fins de semana temáticos
A Temporada Artística 2016
Texto: Ana Paula Andrade|Diretora Artística da Temporada 2016
Em 2016, a Temporada Artística da Direção Regional da Cultura foi realizada em moldes diferentes dos anos anteriores e, desde logo, porque os concertos foram organizados sob a ideia de fins de semana temáticos, com o objetivo de realçar as áreas pelas quais as diversas iniciativas se repartiam.
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Maestro Henrique Piloto
Nada mais enche a alma de que o retorno daquilo que se dá
Texto: Henrique Piloto|Maestro
Fotos: Fernando Resendes|Teatro Micaelense
Foram dois anos de enorme intensidade. Desde as audições aos jovens, ao momento dos concertos, a adrenalina estava sempre no seu máximo.
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Projeto Lira 2017/2018
Caminhando pelo repertório de referência
Texto: Alberto Roque|Maestro
Fotos: Pedro Biu
(...) um dos meus objetivos: permitir que os jovens músicos da Lira possam contactar e interpretar obras que fazem parte das referências mundiais da música erudita para sopros, procurando oferecer o contacto com diversas estéticas musicais (...)
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Literacia, formação, produção e divulgação
Uma estratégia do Cinema & Audiovisual para os Açores
Texto: Manuel Bernardo Cabral|Coordenador da estratégia para o audiovisual
No início deste século o audiovisual transvasou da sala de cinema e da televisão para as múltiplas plataformas das novas tecnologias. Perante este novo paradigma, impõe-se a criação de uma estratégia para o audiovisual nos Açores, capaz de promover a produção regional e fomentar uma literacia nesta área.
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De Manuel Carlos Nascimento no Corvo
Elaboração participativa de um roteiro cultural
Texto: Eduardo Guimarães e João Saramago
Imagens: Bárbara Proença (fotos) e Eduardo Guimarães (esquema)
O roteiro do corvino Manuel Carlos Nascimento integra a coleção Roteiros Culturais dos Açores - Personalidades. Estes roteiros destinam-se aos visitantes da ilha, sugerindo percursos a efetuar, baseados na história e referências a espaços e locais relacionados com a vivência e percurso de figuras fundamentais dos Açores.
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Menos é mais
Refletir a edificação - em estruturas de madeira
Texto: João Henrique Negrão|Professor Associado do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra
Fotos: Raimundo Mendes da Silva|Engenheiro Civil|Professor Associado da Universidade de Coimbra
(...) hoje nota-se uma mudança progressiva no sentido da preservação e recuperação [de estruturas de madeira](...).
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Direção Regional da Cultura
Edições
Os catálogos das exposições História Natural e Memória do Convento, editados pela Direção Regional da Cultura, através do Museu Carlos Machado; a edição, em colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de António Dacosta – A Tentação Mítica, com autoria de Fernando Rosa Dias; e A Baleação e o Estado Novo. Industrialização e Organização Corporativa (1937-1958), de Francisco Maia Henriques, Menção Honrosa do Prémio "Daniel de Sá" 2014, atribuído pela Direção Regional da Cultura, são os títulos distinguidos na presente CulturAçores – Revista de Cultura.
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